Sou o verão ardente:
Que, vivo e resplendente,
Acaba de nascer;
Nas matas abrasadas,
O fogo das queimadas
Começa a se acender.

Tudo de luz se cobre…
Dou alegria ao pobre;
Na roça, a plantação
Expande-se, viceja,
Com a vinda benfazeja
Do próvido verão.

Sou o verão fecundo!
Nasce no céu profundo
Mais rutilo o arrebol
A vida se levanta…
A natureza canta…
Sou a estação do sol!

Olavo Bilac

Ilustração Mariana Massarani

Olavo Bilac nasceu em 1865, no Rio de Janeiro, e morreu em 1918, na mesma cidade.  Estudou medicina e direito, mas foi reconhecido como um dois mais importantes escritores do nosso país. Foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e escreveu poemas que faziam sucesso também entre as crianças. De sua obra Poesias Infantis, retiramos O Verão.

Viceja: vivo, exuberante

Benfazeja: boa, que faz o bem

Próvido: que oferece, que dá

Rutilo o arrebol: se põe no horizonte

Matéria publicada em 21.01.2019

COMENTÁRIOS

  • Anna Elise

    Adorei ler essa poesia e aprender palavras novas!

    Publicado em 13 de abril de 2019 Responder

  • Bento SP 6 anos

    gostei de ler essa poesia achei difícil mas consegui.
    gostaria que todo mundo lesse

    Publicado em 22 de junho de 2020 Responder

  • Matheus Luiz do Nascimento

    FOI INTERESSANTE BONITO

    Publicado em 7 de dezembro de 2020 Responder

  • ana laura tomaz

    achei muito bonito e alegue

    Publicado em 22 de fevereiro de 2021 Responder

  • Ana julia dias

    Adorei ler esse poema é muito interessante e gostei de aprender palavras novas

    Publicado em 22 de fevereiro de 2021 Responder

Envie um comentário

CONTEÚDO RELACIONADO

Quem protege os meros?

Peixes que podem ser maiores do que humanos estão ameaçados de extinção.

Mar, misterioso mar!

Cheio de vida e de surpresas, o oceano mexe com a imaginação da gente.